Punições e limites para as crianças

Como ensinar regras e a aplicação de limites às crianças?

Maria Luísa Ferrerós Psicóloga infantil11 de fevereiro de 2016

Muitos pais não sabemos o que fazer para que nossos filhos se proclamam bem, mas o que nós falhamos? Como conseguir que os filhos nos respeitem? A psicóloga infantil, Maria Luísa Ferrerós, autora do livro o Punido! Isso é necessário?, propõe alternativas educacionais inteligentes e eficazes para educar as crianças através de uma série de conselhos práticos, que deram lugar ao seu método, o método Ferrerós.

Chaves para educar com limites aos filhos

O que deixamos os pais na educação de nossos filhos?
A falha mais importante é a insegurança de não saber para onde vamos e experimentar coisas diferentes quando não funciona à primeira. O menino nota esta insegurança e convida-os a se comportar pior. Outro dos erros que temos é que os casais não vamos, como um computador. A criança capta o que a sua mãe não me deixa fazer, papai se.

Como podemos aplicar a disciplina aos filhos e quando devemos começar a colocar os limites?
Devemos começar desde o primeiro ano a colocar limites à criança, dizendo-lhe que não: “não toques, não suba, não desça’. É importante que o ‘não’ vá acompanhado de uma cara séria. Pensamos que a criança vai testando, vai brincando com a gente, mas quando ele vê que, perante a mesma coisa, responde da mesma maneira, que não e com cara séria, a criança, ao final, deixa de fazer o que não deve.
Os limites são interpretados de acordo com teu rosto e teu gesto. Há uma série de sinais não-verbais que acompanham e são muito importantes: o tom, a gravidade, a firmeza ou a atitude. Estar convencido é a base para que ele possa transmitir a sua criança reaja positivamente. A educação tem que começar o quanto antes melhor, sem adiar, porque nos plantarnos com um filho de 15 anos, e começar do 0 custa muito.

Podemos estabelecer uma conduta educativa baseada no caráter da criança?
Há crianças que são muito poderosos e muito fortes, que obedecem a limitações drásticas, ou com os que te hás de aborrecer muito para que ele faça efeito. E há outras crianças que o mesmo lhes destrói, depende da sensibilidade da criança. É isso que os pais temos que ser justos e agir com todos igual, quer dizer que temos de nos adaptar à sensibilidade de cada um, a sua maneira de ser, do seu medo, a sua teimosia.
As crianças que são muito sensíveis, não lhes fazem falta punições tão severas, eles podem fazer coisas de mais colaboração.

Autoritário, permissivo… que tipo de pai, devemos ser agora?
Um pai flexível, que se adapte à situação. Os extremos são sempre maus. O excesso de autoritarismo é tão ruim que o excesso de permissividade. Se você olhar, as crianças com conflitos de verdade vêm de famílias excessivamente permissivas, ou excessivamente autoritárias, por isso, o ideal é estar em um ponto médio.

Devemos negociar com os filhos? Como fazer para que a sociedade se esqueça do castigo físico?
Sou contra o castigo físico, porque realmente não leva a lado nenhum. A violência gera violência, e por aí não vamos bem.
Para ser um pai firme não precisa dar um empresa, se você tem claras as coisas e a criança não deixa passar uma, não faz falta. Há necessidade de que você esteja convencido e que tenha uma série de coisas que não são negociáveis e que a criança tenha claras. Mas isso não quer dizer que então a criança seja o rei da casa e faça o que lhe ganha.
Uma coisa é não-violência e a outra coisa é que não haja limites e que a criança possa fazer o que quiser, e não se pode porque na sociedade há limites e há regras e estas, educando as crianças para que vivam nessa sociedade.

Qual é a chave para educar com limites?
Há que se manter firme, sem ficar bravo, sem gritar, é que não faz falta! Se você tem claras as coisas, não há falta de tudo isso, há falta ler o livro, colocar as pilhas, que se rebatem as coisas e transmitir muita segurança. Não é fácil, mas é uma questão de autoconvencerse, de ter essa força mental de dizer: “eu vou poder com as crianças e eu já estou cansado de gritar, esta não é a forma”. Que a criança faz uma coisa porque tem uma conseqüência: as crianças estão desafiando todo o dia, “agora, pois, não te quero, eu vou sair de casa…”, eles vão te dizer de tudo, mas tudo isso são coisas, a criança não pensa, estão procurando para ver se tu te tambaleas. Quando o menino lhe diz isso, não te hás de inmutar, hás de dar-lhe segurança, sem entrar no seu jogo, você tem que pensar que a criança se esta fazendo, olhando para ver qual é o seu ponto e cada vez que quiser algo, ele o usará.

Marisol Novo.

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