Legionella é muito mais comum do que se pensava

Infecções por bactérias legionella perigosas são muito mais comuns do que se pensava anteriormente. Isso aparece em um estudo em grande escala na Nova Zelândia.

Durante um ano, de maio de 2015 a maio de 2016, todos os residentes da Nova Zelândia que tiveram pneumonia tiveram que passar por um teste especial que detecta bactérias legionella. Este estudo em grande escala mapeou com precisão a doença em todo o país pela primeira vez.

238 casos de legionella foram identificados durante esse ano. Isso é 5,4 casos por 100.000 neozelandeses. Esse número é três vezes maior do que o número oficialmente registrado em cada um dos três anos anteriores ao estudo, relata www.efuxico.com.br.

Importante para outros países

Os resultados são importantes para outros países. Poucos lugares no mundo já testaram a legionela em uma escala tão grande (que também é chamada de doença do veterano).

“Este estudo mostra que a incidência da doença do veterano da Nova Zelândia é muito maior do que a previamente determinada”, disse o microbiologista clínico David Murdoch, da Universidade de Otago, que liderou o estudo. “Nós realmente temos a maior incidência relatada no mundo.”

Mortal

A infecção por Legionella causa pneumonia que pode ser fatal. Na cidade belga de Evergem (perto de Ghent), 32 pessoas adoeceram de legionela nas últimas semanas e duas pessoas morreram devido aos efeitos da infecção.

Dos 238 casos durante a investigação da Nova Zelândia, quinze morreram nos noventa dias após o diagnóstico; 38 pacientes acabaram na unidade de terapia intensiva.

Murdoch defende o uso rotineiro do chamado teste de PCR para detectar a contaminação. Raios-X da mama ou outros testes não distinguem entre pneumonia devido à legionela e outras formas de pneumonia.

Quanto mais cedo a infecção é tratada com medicação específica, melhores as chances para o paciente, disse Murdoch.

Mais de 65 anos

O estudo da Nova Zelândia também mostra que quase 60% dos pacientes com legionela têm mais de 65 anos, que quase um terço dos pacientes vive em áreas socialmente e economicamente desfavorecidas e que quase 80% dos pacientes nos cinco anos anteriores a infecção já havia sido hospitalizada.

Dois terços dos pacientes com legionela foram internados no inverno e na primavera.

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