10 mitos sobre a infertilidade masculina

Causas da infertilidade nos homens. Verdades e mitos

Guiainfantil.com 29 de janeiro de 2016

A infertilidade é a incapacidade de obter gravidez após mais de doze meses tentando e afeta cerca de 15 por cento dos casais. Dentro desse percentual, entre 30 e 35 por cento se deve a causas masculinas, o mesmo percentual de causas femininas e o resto a ambas ou a motivos desconhecidos. Não obstante, a infertilidade masculina tem sido, durante muito tempo, um tema tabu para os homens e também para as mulheres.

Precisamente por isso, o tema tem sido objeto de criação de muitos mitos, alguns verdadeiros e outros falsos. Por este motivo, o doutor Alberto Pacheco, diretor do Laboratório de Andrología de IVI, respondeu às dez perguntas mais comuns que os homens fazem da consulta para a hora de ter filhos, com o objetivo de desmontar os mitos que, geralmente, se perpetuam sobre a fertilidade masculina.

Infertilidade masculina. O verdadeiro ou falso?

1 – A infertilidade masculina é um problema psicológico. FALSO

Na imensa maioria dos casos, não o é. Basicamente, trata-se de um problema físico, que se dá por uma deficiente função testicular, ou por problemas anatômicos ou urológicos de outro tipo. Quando se deve a uma alteração do primeiro tipo, ela costuma fazer com que haja menos espermatozóides normais no ejaculado, uma produção de espermatozóides com alterações funcionais (como a baixa mobilidade espermática, por exemplo) ou, até mesmo, uma ausência total deles. Ainda assim, a percentagem de homens que podem existir problemas psicológicos que impedem ou dificultam uma correcta relação sexual. Um exemplo são os problemas de ereção.

2. Alguns medicamentos podem causar infertilidade. CERTO

Efectivamente, existem certos medicamentos, especialmente os fármacos empregados no tratamento contra o câncer, que alteram parcial ou definitivamente, a função testicular e, por conseguinte, a produção de espermatozóides. Atualmente, existem meios para que os pacientes com câncer podem congelar seus espermatozóides antes da quimioterapia, para que não se vejam afetados.

3. A abstinência sexual melhora a fertilidade. CERTO

É verdade que a abstinência sexual, em função de sua duração, influencia na quantidade e qualidade dos espermatozóides presentes no ejaculado. Quando a abstinência é de menos de um dia, podem-se gerar eyaculados com um menor número de espermatozóides, enquanto que abstinencias prolongadas (aquelas de mais de uma semana) podem provocar uma diminuição da mobilidade dos mesmos. Por isso, para analisar a qualidade espermática de um homem através de uma análise de sêmen, a Organização Mundial da Saúde recomenda fazê-lo após um período de abstinência de entre dois e sete dias.

4. O aumento da temperatura dos testículos afeta a fertilidade. CERTO

Os testículos estão separados do resto do corpo, unidos apenas pela bolsa escrotal, precisamente para manter uma temperatura de dois graus menor do que a do resto. Por isso, o aumento de temperatura nos testículos de forma prolongada e constante, como o uso habitual de roupa interior apertada ou pela exposição constante ao calor por causa do trabalho ou profissionais, afeta a produção de espermatozóides.

5. A alimentação ou hábitos de vida influenciam a fertilidade. CERTO

O consumo elevado de álcool, tabaco e drogas, assim como os maus hábitos alimentares, afetam de forma significativa para a fertilidade, reduzindo não só a quantidade de espermatozóides, mas também a sua qualidade. De igual forma, existem determinados alimentos ou nutrientes com alta atividade antioxidante (como os frutos vermelhos e as vitaminas C e e, entre outros) que podem contribuir em alguma medida para melhorar a qualidade espermática. No entanto, do ponto de vista científico, é difícil quantificar o efeito específico de cada um desses nutrientes no aumento da fertilidade masculina.

6. Alguns esportes de risco podem causar infertilidade. FALSO

Embora possa ocorrer, não tem por que dar. Só pode provocar infertilidade a prática de esportes de risco ou de qualquer outra atividade física, quando cause dano ou lesão nos testículos ou no aparelho reprodutor masculino. Excepcionalmente, pode ocorrer em atletas profissionais, como o caso dos corredores de maratona ou outros profissionais de alta competição, nos que sim, há estudos conclusivos sobre a relação.

7. O estresse afeta a produção de espermatozóides. CERTO

Em certa medida sim que pode influenciar. As situações de estresse têm impacto na atividade hormonal, e este, por sua vez, regula a função testicular, que sim, que pode diminuir a produção de espermatozóides.

8. A idade é um fator determinante na fertilidade. CERTO

A idade em que o homem não é tão determinante como no caso da mulher, já que a produção de espermatozóides mantém-se até idades muito avançadas. Ainda assim, se está descrito que, com o aumento da idade, os homens vem diminuindo a produção de espermatozóides. Além disso, existem determinados parâmetros funcionais ou genéticos que podem ser também afetados com a idade.

9. A infertilidade é herdado. CERTO

Quando a infertilidade é de origem genética, como em mutações ou as microdelecciones que afetam genes relacionados com a produção de espermatozóides, sim é possível herdar os problemas de fertilidade, e, por sua vez, transmitir aos filhos.

10. A vasectomia se torna estéril. FALSO

Após a vasectomia, não pode ocorrer a saída de espermatozóides na ejaculação, com o que se elimina quase 100 por cento a possibilidade de gestação, mas continuas a ser fértil. É uma técnica simples e muito eficaz de controle de natalidade. A única desvantagem é que a reversão não sempre é eficaz em todos os homens.

Agradecimento ao doutor Alberto Pacheco, diretor do Laboratório de Andrología de IVI.

Marisol Novo.

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